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terça-feira, 18 de novembro de 2014

AVC/stroke - ajude o cérebro a autorreparar-se


"Depois de um acidente vascular cerebral, um número estimado de 2 milhões de células cerebrais, chamadas neurônios, morrem a cada minuto sem tratamento."


o AVC é uma das principais causas mundiais de incapacidade de longa duração e a cada 6 segundos rouba uma vida!
Intervindo atempadamente podem nimimizar-se danos irreversíveis e ajudar a regeneração das zonas cerebais lesadas.
Conheça como pode minimizar os danos de um AVC e ajudar na regeneração da zona afetada. Veja os 2 videos que a Moleac publicou este ano (2014) por ocasião do Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro:
– O que é o AVC e como se quebra "a conexão" (http://youtu.be/eFcCzbEBckE),
– Como faz o cérebro para se reparar e "reconectar" (http://youtu.be/x2CcNgY8--k).
Visite igualmente, e partilhe, o website de coaching de reabilitação: Stroke Recovery Coach (https://www.neuroaid.com/stroke-recovery-coach/en) - uma ferramenta de auto-avaliação pós-AVC, uma mão que ajuda os que sofreram um AVC no seu processo de recuperação.


Porque as vítimas de AVC são cada vez mais jovens (abaixo dos 50 anos) e há AV, sobretudo os isquémicos transitórios (AIT), mas há outros!, que acontecem sem que se dê conta, recomendo que, independente da idade, se faça um primeiro teste de avaliação de funções porque "pode não haver repercussões físicas visíveis" mas as células cerebrais, mesmo autoregenerando-se, vão-se maioritariamente destruindo em surdina até ao dia da "colapso". Antes que tal aconteça, ajude a autorregeneração das suas células cerebrais (neurogénese).

terça-feira, 14 de agosto de 2012

[alimentos úteis à saúde e ao bem estar] - TOFU

A soja é conhecida entre os povos asiáticos há mais de 2000 anos e é dos alimentos a nível proteíco o mais completo e versátil. O ocidente começou a descobri-la há cerca de uns 50 anos atrás e logo a manipulou industrialmente, primeiro para a alimentação dos animais e só mais tarde para a do seu humano. O grão de soja tem um elevado valor nutritivo:
  • - elevada percentagem de proteínas de alto valor biológico, tornando-a a nível proteíco num excelente substituto dos alimentos de origem animal;
  • - riqueza única de agentes fitoquímicos: isoflavonas, fitoesteróis e lecitina;
  • - ausência de colesterol e diminuta % de gorduras saturadas mas elevada %  de AGE (ácido gordo essencial) ómega-3 vegetal;
  • - minerias (cálcio, cobre, ferro, fósforo, magnésio, manganésio, potássio, zinco):
  • - vitaminas (B1, B2, Niacina/B3/PP)
  • - fibras 
o que recomenda o seu uso regular, bem assim dos seus derivados, não apenas num plano de alimentação saudável mas também em caso de certas patologias:
  • - do coração e do sistema circulatório;
  • - na osteoporose (a soja é alcalina; a carne é ácida. Os estudos comprovam que numa dieta rica em proteínas animais, o cálcio existente nos ossos, é expelido pela urina e fezes, não acontecendo com as proteínas dos grãos de soja em que um dos agentes fitoquímicos ajuda à fixação daquele).
  • - na menopausa (as isoflvonas da soja têm um comportamento idêntico aos estrogénios femininos contribuindo para o não aparecimento dos sintomas aceites como naturais desta fase da vida da mulher).
  • - na prevenção do cancro, sobretudo da mama e da próstata (estudos do Departamento de Medicina Preventiva da University of Southern California mostram que as mulheres americanas de ascendência aiática que consomem tofu e outros derivados de soja com mais frequência apresentam uma menor percentagem de incidência de cancro da mama);
  • - na regularização do trânsito intestinal pela sua riqueza de fibra e ainda em outras patologias tais como hipertensão, pedra nos rins e outras doenças renais.
Quanto ao uso da soja na alimentação, pode consultar o artigo
Um dos derivados da soja que se pode usar na alimentação humana é o TOFU que, não tendo sabor nem cheiro, é de fácil digestão, o que facilita a absorção dos nutrientes da soja, e apresenta um teor em cálcio maior que o grão e o leite de soja (159mg/100gr de tofu). Trata-se de um queijo, ou requeijão, que é feito a partir do feijão de soja e que, devido à sua proteína, quer seja cozido, guisado, frito ou assado, pode substituir a carne.

Pela sua digestibilidade e versatilidade, o tofu pode ser usado por qualquer aparelho digestivo, mesmo que debilitado, o que o torna recomendado a bebés, idosos e convalescentes, para além do seu uso geral, mesmo quando se registam determinadas alergias alimentares.
O tofu apresenta 8 aminoácidos essenciais e 12% de proteína (a carne tem 16 a 20%); tal como a carne, precisa de preparação e tempero (1-2 horas antes de ser cozinhado), e pode ser usado em fatias, cubos ou em puré, em cozido, guisado, assado ou frito, em saladas, prato principal, sobremesas, sanduiches, assados, bolos, biscoitos, tortas.
O seu período de validade é menor que o do seitan, sensivelmente até 10 dias, e, ainda que possa ser congelado, a congelação altera-lhe o aspecto e textura, devendo ser espremido após a descongelação.

Encontra-se o tofu nos mesmos espaços comerciais que o seitan e, tal como este, também o seu preço o torna "proibitivo" em algumas situações, mas também ele pode ser feito em casa. Hoje, esse trabalho está facilitado; basta ter uma "máquina de leite de soja".

O tofu é feito a partir do leite de soja que se consegue dos feijões de soja moídos, previamente demolhados e descascados (para retirar o caracterísico sabor amargo) e em seguida esmagados e cozidos (a escolha da temperatura da água é importante para respeitar os nutrientes da soja). De seguida separam-se as partes duras do leite e faz-se coagular as proteínas deste, adicionando-lhe um coagulante - nigari, cloreto de magnésio, sumo de limão ou vinagre.

Como fazer o tofu caseiro
Com 100g de feijão de soja obtém-se cerca de 1,3 litros de leite de soja o qual, juntando coagulante, permite fazer cerca de 200g de tofu.
Do mesmo modo que hoje já há "máquinas de leite de soja" (pode ver aqui uma lista de máquinas de leite de soja) , também há "kits de tofu" que facilitam a confeção (veja aqui foto e detalhes de um kit).

fazer o leite:

Para fazer-se o tofu é conveniente usar leite de soja caseiro por razão dos aditivos e conservantes presentes no leite industrial.
Para fazer então o leite caseiro, o mais prático é usar-se uma "máquina de leite de soja" mas há quem prefira o processo artesanal:
- demolhe o grão de soja por 8 a 10 horas; passe-o por várias águas (até a espuma desaparecer, ou quase), descasque-o e desfaça-o com a ajuda de uma varinha mágica ou de um liquidificador em 1litro de água de baixa dureza;
- em lume lento, mexendo sempre para não derramar nem pegar no fundo, leve a cozer até obter um leite(10-15 min.); - deixe arrefecer e coe com tecido fino ou próprio para coar, para não ficar com grumos.

No final da confeção do leite de soja, com a máquina ou de modo artesanal, ficam alguns resíduos ("okara") que podem ser usados para juntar a receitas de pão, engrossar molhos, enriquecer um outro prato cozinhado, fazer almondegas, hambúrguers, etc.

fazer a coalhada:
- com o leite a uma temperatura rondando os 75-80ºC, junta-se por litro de leite, 1 colher de sobremesa de coagulante nigari (que pode dissolver direto no leite ou num pouco de água morna que depois adiciona ao leite), ou 3 colheres de sumo de limão ou de vinagre. Mexe-se e deixa-se em repouso 15 a 20 minutos.

fazer o tofu:
- quando a mistura estiver a solidificar, coloca-se num pano de algodão e deixa-se a coar numa peneira ou num coador até alcançar a textura desejada, suave, média ou forte.
- retira-se então cuidadosamente do pano e preserva-se no frigorífico até à hora de se usar. 

Fazer tofu caseiro tem a vantagem de poder-se-lhe conferir um sabor de acordo com o gosto pessoal adicionando ervas aromáticas, especiarias, algas ou sementes quando a mistura estiver ao lume ou a começar a coagular.

sítios de interesse:
- http://www.leitedesoja.com/index.php?
- http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=113







domingo, 11 de março de 2012

[alimentos úteis à saúde e ao bem estar] - gindungo (piripiri)


Gindungo (Piripiri)
[o texto abaixo, parcialmente editado por mim, não é de minha autoria e desconheço o seu autor. Recebi-o em PDF. Presumo que seja um trabalho de consulta pois encontrei bibliografia que assim o indicia. Pela sua utilidade decidi juntá-lo à lista de [alimentos úteis à saúde e ao bem estar] deste meu blogue. Eu mesmo, uso o gindungo na minha alimentação, para além de outras especiarias, das quais destaco o açafrão]
Quem coloca o gindungo no dia-a-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, anti-inflamatório, xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência. O gindungo faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado. O gindungo traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorroidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.
No caso da pimenta-do-reino (pimenta-preta ou pimenta-redonda), o nome da substância é piperina. No gindungo (pimenta-malagueta), é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam recetores sensíveis na língua e na boca. Esses recetores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica húmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool!
Quanto mais arder, maior é a quantidade de endorfinas produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes da pimenta (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (anti flatulência). Estimulam a circulação geral e a do estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente. Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (anti envelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta, tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (gindungo), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonoides, pigmentos vegetais que previnem o câncer.
Graças a essas vantagens, a pimenta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que o gindungo não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorroidas, gastrite ou hipertensão.

DOENÇAS QUE O JINDUNGO FAVORECE A CURAR E A PREVENIR
(http://www.magiazen.com.br/palavra-chave/previne).
Baixa imunidade - O gindungo tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores. 
Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esófago.
Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado à melhoria do ânimo em pessoas deprimidas.
Enxaqueca - Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.
Esquistossomose - A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semissintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.
Feridas abertas - É antisséptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada. Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de um pequeno gindungo por dia, como se fosse uma pílula.
Hemorroidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com gindungo para uso tópico.
Infeções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.
Males do coração - O gindungo caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.
Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que o gindungo derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogénese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.

- Bom, não é? Use um pouco de pimenta, do reino ou gindungo, no seu dia-a-dia e favoreça a sua boa saúde. Considere igualmente o uso diário de açafrão.